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Especial Relva - Parte 1

Um brilho especial cobre os relvados em Março: no fim do Inverno, esta relva fresca anuncia a chegada da Primavera assim que os primeiros fios verdes abrem finalmente caminho. Considerada como o verdadeiro centro das atenções, em muitos locais a relva também proporciona um jogo anual de adivinha: o que fazer agora à minha relva para lhe dar um empurrão?

Muitos leitores da Newsletter da GARDENA enviaram-nos as suas perguntas sobre relvas nas últimas semanas. Bem-hajam! No entanto, na Newsletter só podemos responder a três ou quatro perguntas. Por isso, agrupámos as questões da relva, às quais respondemos aqui neste Especial Relva. E porque nem todas as pessoas estão interessadas em tudo, organizámos a informação por ordem alfabética através de palavras-chave. Basta deslocar-se através das variadíssimas palavras-chave para encontrar o conselho do seu especialista em jardins da GARDENA – e desfrutar de uma fantástica temporada no relvado!

Hoje, a sua Newsletter da GARDENA tem respostas a perguntas desde a letra A de arejamento até à letra M de musgo nas relvas. Na Parte 2, a publicar na Newsletter de 25 de Março, irá encontrar informações sobre tipos de relvados, relva, remoção de ervas e escarificação. Segue então aqui a Parte 1 do Especial Relva!

Arejamento

Sim, este termo existe mesmo e estamos bastante satisfeitos por explicar o seu significado! Refere-se à ventilação das raízes da relva. Os relvados estão muitas vezes em solos que não são suficientemente arenosos, pelo que há pouco ar a circular junto das raízes – que precisam de respirar. Como resultado, o solo é demasiado denso e o crescimento da relva fica atrofiado. O arejamento – acrescentar ar – pode ajudar. Os dispositivos especiais de jardinagem e paisagismo são utilizados para fazer buracos na relva. Estes buracos são em seguida enchidos com areia grossa para que não se tornem lamacentos. A água da superfície escoa-se agora melhor e as raízes da relva recebem mais ar – para garantir um melhor crescimento da relva. Em pequenos relvados domésticos ou em áreas problemáticas (por exemplo, onde o solo é particularmente argiloso e/ou com águas paradas), pode arejar-se a relva com uma forquilha.

Formigas

Percebemos que as considere incómodas! Em casa, encontram-se principalmente perto de caminho de lajes ou degraus em pedra na relva – mas são menos predominantes no meio da relva. Tendem a produzir montes de areia e não a estragar na realidade a própria relva. As formigas podem ser combatidas com um produto exterminador de formigas ou – em pequenas áreas – espalhando fermento em pó no tempo seco. Note que as grandes formigas da madeira não podem ser exterminadas pois são uma espécie protegida. Podem ser encontradas em zonas próximas de bosques.

Facilitar as tarefas

Se está prestes a plantar relva, não use umas sementes quaisquer. Existem agora misturas de relva preparadas para o efeito que crescem mas mais na horizontal e cerca de um terço mais lentamente. Isto significa menos cortes para si e menos aparas para remover.

Canteiros para árvores

Bem, estes são sempre temas de debate. Pessoalmente, não gosto de plantar árvores em relvados porque as flores e as folhas que caiem irritam-me e o relvado precisa de ser limpo o mais rapidamente possível para evitar danos na relva. E também não gosto de cortar a relva à volta delas. Porquê criar ainda mais rebordos de relvado para cuidar? Mas se já existirem árvores no seu relvado, deverá criar realmente um canteiro em separado para a árvore para que as raízes da árvore recebam ar suficiente. Especialmente em solos argilosos, as raízes têm a tendência de subir até à superfície. Isto significa que, em caso de árvores mais velhas, o corta-relva está constantemente a bater nas raízes dessas árvores. E a madeira pode ser facilmente danificada se a relva crescer pelo tronco acima. Por isso, o canteiro para as árvores desempenha duas funções: permite criar uma distância para os corta-relvas e as cortadoras e protege as raízes. Contudo, não funcionará se fizer o empalhamento muito apertado, pois as raízes debaixo podem não conseguir respirar! É aconselhável mantê-lo solto e sachar de vez em quando.

Relvados floridos

Algumas flores, como as verónicas, os trevos brancos e as margaridas, abrem caminho pelos nossos relvados contra a nossa vontade e limitamo-nos a tolerá-las. No entanto, os jardineiros que decidem activamente sobre sementeiras nos prados deveriam perceber que elas limitam significativamente a utilização do campo. Os prados de flores não deveriam ser pisados regularmente. Há misturas de sementes disponíveis que podem ser utilizadas para ressemear. Combinam uma variedade de relvas e ervas, incluindo centáureas azuis e papoilas-dos-prados – que não duram muito tempo – bem como flores que podem estabelecer-se na área a médio prazo e florescer. É verdade que os relvados floridos requerem menos cortes. Duas vezes ao ano é quanto basta (uma vez em Junho e de novo em Outubro). No entanto, quando finalmente corta o relvado, tem muita relva para tratar e costuma precisar de uma foice, uma ceifeira motorizada ou uma barra de corte porque um pequeno corta-relva "normal" não conseguirá fazer o trabalho. Alguns jardineiros só cortam os relvados floridos uma vez – em Setembro. Esperam até que a maior parte das flores tenham sementes amadurecidas, o que não é normalmente o caso em Junho.

Calcário

Por vezes, as pessoas esquecem-se de adicionar calcário aos seus relvados. Mas o crescimento da relva fica muitas vezes limitado se o solo for demasiado ácido, tal como acontece com as festucas. O pH ideal para os relvados é ligeiramente ácido – entre 5,5 e 6,5. Cerca de 50 a 60 gramas de calcário agrícola por metro quadrado por ano é suficiente para manter os níveis de calcário. Normalmente, os solos arenosos precisam de mais calcário com mais frequência do que os solos argilosos que captam melhor o calcário. Se conseguir determinar o valor do pH do seu relvado com uma sonda de solo, adicione 60 gramas de calcário por metro quadrado para aumentar o valor do pH em 0,5. Exemplo: se tiver um valor de pH de 4 e pretender aumentar para 6; precisa de 4 x 60 gramas de calcário por metro quadrado – cerca de 240 gramas. Sendo assim, uma saca de 25 kg é suficiente para uma área de relvado de 100 metros quadrados.

Compostagem

Quando deita os restos das plantas cortadas para uma pilha de compostagem, esta pode começar a deitar algum odor. Isto acontece se colocar os restos das plantas cortadas em camadas individuais grossas na compostagem. Para evitar o odor desagradável, utilize camadas finas de aparas de relva que não tenham mais de 10 cm de espessura. Em seguida, alterne com camadas de plantas em compostagem muito secas (por exemplo, troncos secos cortados no Outono ou ramos finos cortados das árvores). Desta forma, são misturadas plantas em compostagem secas e ricas em carbono com plantas em compostagem húmidas e ricas em azoto – para as melhores condições de decomposição possíveis. Isto é o que acontece se os materiais de compostagem – tal como aqui mostrado – estiverem bem ventilados por camadas. As condições anaeróbias não estão presentes – o que significa que não há odores nem gases desagradáveis.

Corta-relvas com função de empalhamento

Sim, fazem com que cortar a relva seja fácil, porque idealmente cortam as aparas tão pequenas que podem cair no chão entre os caules e decompor-se aí, fornecendo nutrientes à relva. Mas é preciso estar alerta, porque isso requer na realidade uma boa base de relva, saudável e bem alimentada. Não funciona tão bem em solos problemáticos (demasiado compactos ou demasiado húmidos). Nesses casos, as aparas permanecem entre os caules demasiado tempo, formando uma camada que impede o fluxo do fertilizante, que esconde os caules da luz e que incentiva o crescimento de musgo. Por isso, utilize o seu corta-relva com função de empalhamento, mas utilize um escarificador pelo menos uma vez por ano – e com mais frequência, se for necessário.

Semear novas sementes

Atrase a sementeira de novas sementes até a temperatura do solo atingir cerca de 14 graus. As sementes germinarão mais rapidamente e as plantas jovens crescerão mais depressa. Consoante as sementes utilizadas, basta cerca de 30 a 40 gramas por metro quadrado. Se não estiver muito familiarizado com a dispersão de fertilizante e não conseguir perceber como obter uma dispersão homogénea, utilize um espalhador de fertilizante que também tem uma opção para garantir uma sementeira uniforme. Não se esqueça de compactar depois as sementes! Se pretender ou precisar de regar as sementes nos catorze dias, mais ou menos, antes da respectiva germinação devido a um tempo realmente seco, faça-o com cuidado para que não as arrastar da superfície – isto requer um trato delicado, especialmente nos declives. As pessoas perguntam frequentemente quando é a melhor altura para o primeiro corte: aguarde três ou quatro semanas e, em seguida, corte se a relva começar a ficar verde, quando os caules tiverem cerca de oito centímetros de altura. Corte-a até uma altura de cerca de cinco centímetros agora; quando a relva for cortada pela terceira ou quarta vez e estiver mais grossa, pode ser cortada gradualmente até três centímetros.

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